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Tecnologia Especial CONAREC 2026

Além do Hype da IA: 4 Lições Cruciais de CX para Estruturar o Atendimento Antes de Adotar Robôs

Redação Entre Líderes

Atualizado em 6 min de leitura

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A corrida desordenada para implementar Inteligência Artificial no atendimento ao cliente tornou-se uma constante no ambiente corporativo, frequentemente impulsionada pela pressão da alta gestão ou pelo receio de ficar para trás em relação aos concorrentes. Contudo, enquanto as soluções de IA evoluem semanalmente, a realidade operacional de muitas empresas continua esbarrando em processos arcaicos, desintegrados e confusos.

Apresentando sua visão no CONAREC, Ricardo Mimura, Diretor de Product Marketing na Voll Solutions e especialista com mais de 20 anos de atuação no setor de tecnologia e atendimento, destacou que implementar IA sem a devida estruturação de pessoas e fluxos operacionais não gera retorno sobre o investimento (ROI) e apenas cria novos gargalos na experiência do cliente (CX).

O que é a Estruturação de CX Antes da IA e qual o seu foco estratégico?

A Estruturação de CX Antes da IA é o mapeamento, integração e otimização prévia dos fluxos de atendimento, dados operacionais e equipes humanas antes da implementação de algoritmos de inteligência artificial. Seu objetivo estratégico é garantir que a tecnologia automatize processos eficientes, evitando a aceleração de falhas operacionais e a frustração do cliente final.

1. Tecnologia sozinha não faz nada: o foco continua nas pessoas e nos processos

Apesar do avanço acelerado da inteligência artificial, a tecnologia representa apenas uma fração do ecossistema necessário para entregar excelência em CX. Quando um robô falha na ponta da operação, a raiz do problema raramente reside na capacidade do algoritmo em si, mas em processos mal mapeados, fluxos desatualizados e sistemas que não se comunicam.

Historicamente, ferramentas tecnológicas complexas ficavam isoladas nas mãos das equipes de TI, tornando a tecnologia pouco acessível aos profissionais de negócios. Essa distância dificultava a manutenção contínua das rotinas de atendimento, resultando em processos abandonados e jornadas quebradas ao longo do tempo. Para evitar que a tecnologia falhe no relacionamento com o consumidor, as ferramentas precisam ser aproximadas de quem realmente compreende a operação no dia a dia.

“Tecnologia é só um pedacinho daquilo que é necessário para oferecer excelência no atendimento… tecnologia só não faz nada.”

Ricardo Mimura, Responsável por Produtos na Voll Solutions

Diretrizes essenciais para líderes de CX e Tecnologia:

  • A IA não corrige processos ruins: Automatizar um fluxo confuso apenas acelera a entrega de uma experiência frustrante para o consumidor.
  • Empoderamento das áreas de negócio: Aproximar as ferramentas operacionais dos profissionais de negócios garante a sustentabilidade e a evolução contínua das rotinas.
  • Integração antes do algoritmo: Antes de adotar sistemas preditivos ou generativos, certifique-se de que a infraestrutura básica de dados esteja perfeitamente integrada.

2. O surgimento do Superagente: humanos supervisionando robôs

Com a Inteligência Artificial assumindo um papel cada vez mais robusto na resolução de dúvidas simples e no processamento de tarefas repetitivas, a função das equipes humanas de atendimento passa por uma profunda transformação. Em vez de substituir os atendentes, a automação abre espaço para o modelo do Superagente, conceito desenvolvido pela Voll Solutions para reorganizar a atuação operacional.

Nesse novo arranjo, estabelece-se uma sinergia clara de papéis: a inteligência artificial lida com o volume de rotina com alta velocidade e capacidade de escala, enquanto o profissional humano assume a função estratégica de supervisionar a atuação dos robôs.

“A gente acredita bastante nessa parceria do robô atendendo, mas o humano supervisionando.”

Ricardo Mimura, Responsável por Produtos na Voll Solutions

Essa camada de supervisão humana é indispensável para garantir respostas assertivas, reter a qualidade no relacionamento e agir rapidamente caso ocorram oscilações técnicas ou desvios no processo.

3. Cuidado com a armadilha da IA: a diferença entre automação e IA generativa

Um cenário frequente nas empresas ocorre quando gestores buscam implementar IA sem um caso de uso claro, motivados apenas pela cobrança de executivos em adotar a tecnologia do momento. No entanto, existe uma diferença conceitual e prática crucial entre a necessidade de uma IA generativa e a necessidade de automação pura, caracterizada pela simples comunicação automatizada entre sistemas para troca de dados sem intervenção humana.

Etapa do GargaloImpacto na Operação e na Jornada do Cliente
1. Desconexão de SistemasO bot de atendimento inicia a interação, mas não consegue transmitir as informações para os bancos de dados internos.
2. Falha de Registro HumanoO atendente humano recebe o chamado sem o histórico adequado e deixa de registrar as etapas anteriores da jornada.
3. Refazer de TrabalhoO consumidor é forçado a pular entre canais e explicar todo o seu problema repetidamente.
4. Quebra de ConfiançaA percepção de valor desmorona devido ao desgaste de um processo que deveria ser simples e ágil.

Consultar especialistas antes de assumir projetos complexos de IA evita investimentos financeiros desnecessários em tecnologias de ponta quando uma automação direta e integrada resolveria a falha humana e o risco no processo.

4. O cliente só quer o problema resolvido: a força do básico bem-feito

Sob a perspectiva de quem está do outro lado da tela ou do telefone, o porte da empresa ou o grau de sofisticação do algoritmo de IA utilizado são totalmente irrelevantes. O objetivo do consumidor é único e prático: ter sua solicitação resolvida no prazo correto, sem atritos e com o devido retorno informativo.

“Ele só quer que o problema dele seja resolvido… fazer o básico bem feito, fazer o que foi pedido no tempo correto, com o feedback necessário.”

Ricardo Mimura, Responsável por Produtos na Voll Solutions

Apoiado em mais de 20 anos de vivência no setor, Ricardo Mimura enfatiza que o verdadeiro segredo para a excelência em CX não é a complexidade tecnológica, mas sim a capacidade de entregar o básico bem-feito. As ferramentas modernas devem aproximar a tecnologia dos gestores de negócio para assegurar que o que foi solicitado pelo cliente seja executado com consistência, agilidade e transparência.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Estruturação de CX e IA

Por que automatizar um processo sem estruturação prévia é prejudicial? Automatizar um fluxo desorganizado ou confuso apenas acelera a entrega de uma experiência ruim, gerando mais retrabalho e insatisfação no cliente final. O que é o conceito de Superagente no atendimento ao cliente? Superagente é o profissional humano que atua em sinergia com a IA, supervisionando as interações automáticas, intervindo em casos complexos e garantindo a qualidade técnica e empática da jornada. Qual a diferença entre automação direta e IA generativa em CX? A automação direta é a integração entre sistemas para troca imediata de dados (como consulta de status de pedido). A IA generativa é voltada para a compreensão de linguagem e criação de respostas complexas.

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